Quando olhamos para trás muitas vezes descobrimos que sequer queríamos as coisas pelas quais pensávamos que seriamos capazes de morrer, como também, frequentemente sonhamos com o que o ontem foi ou com o que o amanha será, ainda que o ontem tenha sido muito pior do que hoje e que o amanha não deixe de ser apenas uma caixa misteriosa que não deveríamos ter pressa em abrir.
Assim, entre desejos falsos, lembranças tardias e medo do futuro, perdemos o hoje.
Talvez seja por isso, por causa desse turbilhão de duvidas e incertezas, que somente enxergamos como uma pessoa realmente é depois que ela deixou nossa vida.
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