quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A gravidade do amor.

O amor.

Quem sabe o que é o amor?

Nascemos, vivemos e morremos, por causa e em funçao dele. Mas nao sabemos, nao temos a minima idéia do que é feito e como sobrevive.

Passamos a vida amando.

Primeiramente, nossos pais, filhos, irmaos, avós. ..nossa familia, enfim.

Depois, nossos amigos de escola, nossos amigos do trabalho; algumas vezes nossos vizinhos de bairro...E, por fim, amamos a alguém que escolhemos para que nos acompanhe por toda a vida...

Muitas vezes, em funçao desse amor "escolhido", esquecemos de pais, filhos, irmaos...E enquanto amamos, a vida passa.

Amamos profundamente.

Entre tremores, rupturas, distanciamentos, enganos, desenganos e dedicaçao, amamos.

Muita dedicaçao!

Rasgamos o peito e sacamos o coraçao para o outro comer, se fome houver. E...amamos. Seguimos amando.

Dedicaçao. Rigor nos minimos detalhes do dar, doar, ofertar...E a vida nos segue mais do que a possamos seguir ou viver, porque estamos entranhados em amar.

Abarcamos tudo e todos, num raio cincunferencial da Terra, (que gravitem ao redor de nosso ser amado), para que este se sinta feliz, seguro, amparado, protegido e...amado.

Enquanto isso, somos perfeitos. Para o nosso ser amado, digo. Somos perfeitos.

Um belo dia, voce, que era forte, acolhedor, protetor e dedicado, amanhece frágil.

Já nao suporta mais o peso da gravidade que mantem o ritmo do sistema solar. Do seu sistema solar.

Como todos os corpos que cruzam as fronteiras das galaxias e se desintegram, voce também vira pó.

O amor está aí, dentro de voce.

Vivo, latente, forte, profundo...mas voce, sua agonia, melhor dito, lhe consome.

Desmaia, sem norte, nem rumo, de tanto querer encontrar.

Todos os momentos reais se perdem na fumaça do tempo, nos julgamentos férreos da falta de compreensao. Nos egoismos da "minha dor é maior".

O seu amor está ai, dentro de voce, e é real, mas voce nao foi forte o suficiente para transporta-lo, conduzi-lo e protege-lo.

Foi julgado e condenado por isso: nao ser tao forte quanto pensava ser.

Foi julgado e condenado por ser ignorante. Isso mesmo, ignorante!

Por nao saber que a mesma força que mantém os imensos planetas girando ao redor do Sol, e que por isso mesmo imaginamos ser muito mais forte do que nós, é a mesma força que vencemos ao erguer um copo vazio de uma mesa: a gravidade.

Complicado?! Nao, muito simples:

Tudo aquilo que nos parecia intransponivel, pesado e dolorosamente intransportável, tem a mesmissima força em diferentes dimensoes. E neste caso, a gravidade, é o nosso amor.

O que nos mata, nos cega, é nossa ignorancia. E quase sempre, infelizmente, nao há uma segunda chance.

Voce é condenado, fuzilado, morto e sepultado, num julgamento em que todos participam. Sim, todos participam: os amigos, os filhos, os netos, os irmaos...

Todo o sistema gravitado ao redor do seu amor, estará aí para julga-lo. Inclusive o seu amor.

Até que um dia, em agonia, voce morreu...Mas o que só voce sabe é que, a despeito de tudo isso, voce continua amando...

Nem todas as historias de amor tem o mesmo fim, mas todas as historias de amor tem o mesmo inicio: amamos. Profundamente amamos. Dedicadamente amamos. Mas nao temos a minima ideia de como, de fato, de verdade...amar.

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